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Melhores chatbots para advogados no WhatsApp em 2026

Um escritório de advocacia não pode usar o chatbot para o que todo mundo usa: captar cliente. O Provimento 205 da OAB admite o robô para as primeiras dúvidas, a coleta de dados e documentos e a comunicação com quem já é cliente, o que na nossa leitura cobre triagem, agenda e aviso de andamento, e veda oferta de serviço e resposta de mérito a não cliente. Comparamos sete plataformas por esse recorte, com o sigilo conferido na documentação e o andamento do processo dentro da conversa.

Equipe zapfunil · conteúdo revisado pela redação

Qual escolher, rápido: SendPulse para um escritório de três ou quatro pessoas que quer triagem e aviso de andamento pelo menor preço; ChatGuru se o escritório vive no Projuris ou na ADVBOX; Kommo se a prioridade é trilha de auditoria (no Avançado) e permissão por campo (no Pro); e Huggy para começar sem mensalidade numa operação só receptiva.

Antes de comparar chatbot: o escritório não pode disparar marketing

O Código de Ética veda no art. 7º o oferecimento de serviços que implique captar clientela e, no art. 40, VI, a mala direta com esse intuito. O Provimento 205/2021 define captação como o marketing que, de forma ativa, induz à contratação ou estimula o litígio. Traduzido para o WhatsApp: a categoria marketing da Meta, aquela que as outras verticais usam para recuperar carrinho e reativar cliente, é quase sempre captação vedada quando o destinatário não é cliente, na nossa leitura dos textos. Sobra o que a Meta chama de utilidade (aviso de andamento, lembrete de audiência, pedido de documento a quem já é cliente) e serviço (a resposta a quem escreveu). Isso muda a conta: a tarifa da Meta quase some e a mensalidade da plataforma vira quase todo o custo, e muda o ranking: a plataforma boa em "campanha" não tem vantagem aqui.

Como escolhemos

Avaliamos cada plataforma pela ótica de um escritório brasileiro de um a cinco advogados, com uma pessoa na secretaria, algumas centenas de clientes ativos e um sistema de gestão que pode ser Astrea, ADVBOX, Projuris ou uma planilha. A nota final é a soma ponderada de cinco critérios:

  • Triagem e agenda dentro da ética (25%): O fluxo faz o que o Anexo do Provimento 205/2021 permite ao chatbot (primeiras dúvidas, primeiras informações sobre a atuação, coleta de dados e documentos), transfere para uma pessoa quando pedido e marca a consulta dentro do WhatsApp? Ou o lead recebe um link e sai da conversa? Ponto extra para quem já tem fluxo jurídico pronto.
  • Sigilo: acesso, auditoria e LGPD (25%): Sigilo profissional é dever legal, e o painel do chatbot passa a guardar conversa de cliente. Olhamos se cada usuário vê só as conversas dele, se existe trilha de quem leu e alterou o quê, se há verificação em duas etapas, se dá para exportar e apagar o histórico de um titular e se a política de privacidade em português cita a LGPD.
  • Custo real (20%): Mensalidade com API oficial para três ou quatro pessoas (advogados mais secretaria), moeda, mínimo de contrato e o que o plano de entrada não libera. Como o escritório vive de mensagem de utilidade e de serviço, a tarifa da Meta quase não pesa; a mensalidade é a conta.
  • Andamento do processo na conversa (20%): Dá para trazer o andamento do processo para dentro da conversa? Ou por conector pronto com o sistema do escritório (Projuris, ADVBOX), ou por um bloco de requisição HTTP que consulta o DataJud do CNJ ou uma API paga e mostra a resposta ao cliente sem ninguém copiar e colar.
  • Suporte / PT-BR (10%): Painel, documentação e atendimento em português, com horário declarado. A secretaria não vai abrir chamado em inglês com a audiência marcada para as 14h.

A ordem do ranking segue exatamente a nota final, e a conta está aberta na matriz de pontuação. A primeira colocada, a SendPulse, é nossa parceira de afiliação, e por isso dizemos com todas as letras de onde vem a liderança: do critério de custo, em que ela cobra por assinante e não por usuário, e de um bloco de requisição de API que quatro outras também têm. No critério de sigilo ela fica atrás de Kommo, ChatGuru e Huggy, e a distância para o ChatGuru, segundo colocado sem programa de parceria conosco, é de quatro centésimos na conta (3,77 contra 3,73), um décimo na nota exibida. Veja o método em como avaliamos.

Duas ausências merecem explicação. A Take Blip e a Octadesk ficaram de fora pela entrada de preço, plano sob consulta com onboarding no caso da Blip e R$ 2.499/mês no caso da Octadesk, fora da faixa de um escritório de bairro. E os provedores de API pura, como 360dialog e Positus, não entram porque não têm construtor de fluxo: você ainda precisaria de um software por cima.

Comparativo rápido

Andamento na conversa:
Bloco de requisição de API (DataJud, Judit)
Sigilo na prática:
Papéis por bot; todo mundo vê todos os chats
Preço inicial:
US$ 9,60 ou R$ 76/mês (Profissional, anual)
Melhor para:
Escritório pequeno que quer triagem e aviso de andamento pelo menor preço
Nota:
3,8 / 5
Andamento na conversa:
Pronto: ADVBOX (andamento), Projuris (triagem)
Sigilo na prática:
Permissões granulares; auditoria e 2FA não documentadas
Preço inicial:
Sob consulta + R$ 150/mês por automação
Melhor para:
Escritório no Projuris ou na ADVBOX que quer o andamento chegando sozinho
Nota:
3,7 / 5
Andamento na conversa:
Webhook sem resposta; ida e volta só com código
Sigilo na prática:
Trilha de auditoria, permissão por campo, 2FA obrigatória
Preço inicial:
US$ 20–30/usuário/mês (6 meses)
Melhor para:
Escritório que trata o caso como funil e precisa de trilha de auditoria
Nota:
3,6 / 5
Andamento na conversa:
Ação Enviar requisição, com Processar resposta
Sigilo na prática:
Agente vê só o que é dele; 30 dias de histórico no Starter
Preço inicial:
R$ 0 (Starter) ou R$ 729/mês
Melhor para:
Escritório receptivo de uma pessoa que quer começar sem mensalidade
Nota:
3,6 / 5
Andamento na conversa:
Bloco de Integração (Pro), lê JSON
Sigilo na prática:
Aba por membro; cartão do contato não se oculta
Preço inicial:
R$ 199/mês (Pro + API, anual)
Melhor para:
Escritório que quer preço em real e usuários ilimitados
Nota:
3,5 / 5
Andamento na conversa:
Nó de Webhook lê JSON (só Pro e Business)
Sigilo na prática:
Conversas atribuídas só no Business; log só de login
Preço inicial:
R$ 299–1.449/mês (anual, IP brasileiro)
Melhor para:
Escritório que aceita pagar o Business para cada advogado ver só o seu
Nota:
3,1 / 5
Andamento na conversa:
External Request lê JSON (planos pagos)
Sigilo na prática:
Sem 2FA própria; agente do Inbox vê tudo
Preço inicial:
US$ 29/mês (Pro, anual)
Melhor para:
Escritório que atende pelo Instagram e usa o WhatsApp de apoio
Nota:
2,9 / 5

Kommo e Huggy aparecem empatados em 3,6, e são caminhos opostos: o Kommo cobra por usuário em dólar e entrega a melhor trilha de auditoria da lista; a Huggy começa em R$ 0 e deixa o WhatsApp do plano grátis com restrições que não publica.

Matriz de pontuação

Cada critério recebe uma sub-nota de 0 a 5, o peso faz a média e o resultado é a coluna que ordena a lista. São notas específicas de escritório de advocacia, por isso a mesma plataforma pode ter nota diferente aqui e no ranking geral de chatbots ou no de chatbots para clínicas. A Huggy, por exemplo, tem 3,6 no nosso eixo geral e 3,6 aqui por motivos diferentes: lá pesa a margem sobre a tabela da Meta, aqui pesa o plano grátis numa operação que não dispara marketing.

PlataformaTriagem e agenda dentro da éticapeso 25%Sigilo: acesso, auditoria e LGPDpeso 25%Custo realpeso 20%Andamento do processo na conversapeso 20%Suporte / PT-BRpeso 10%Nota finalsoma ponderada
SendPulse1. SendPulse3,43,34,63,64,53,8 / 5
CG2. ChatGuru4,43,52,04,54,53,7 / 5
Kommo3. Kommo4,24,32,82,64,03,6 / 5
Hg4. Huggy3,63,43,63,63,83,6 / 5
BC5. BotConversa3,82,63,83,64,03,5 / 5
Wati6. Wati3,43,22,23,43,03,1 / 5
ManyChat7. ManyChat3,02,42,63,63,02,9 / 5

Nota final = triagem e agenda dentro da ética × 25% + sigilo: acesso, auditoria e lgpd × 25% + custo real × 20% + andamento do processo na conversa × 20% + suporte / pt-br × 10%. A ordem do ranking segue exatamente esta coluna.

O que o bot pode dizer, frase por frase

Esta é a tabela que não encontramos em nenhuma página de fornecedor. Cada linha é uma mensagem que um escritório colocaria no fluxo; cada linha diz se ela cabe na regra da OAB e onde a regra está. Lemos o Provimento 205/2021 com o Anexo Único, o Código de Ética e Disciplina (Resolução 02/2015), o Estatuto (Lei 8.906/94) e a Recomendação 001/2024 do Conselho Federal sobre inteligência artificial. Não somos advogados: é leitura editorial dos textos oficiais, e o escritório deve validar o fluxo com quem responde pela ética dele.

Mensagem no fluxoCabe?Onde está a regra
"Olá, aqui é o assistente automático do escritório X (OAB/MG 00000). Você já é cliente?"Cabe, e a OAB recomenda avisar que é máquinaRecomendação 001/2024, item 2.4 (recomendação, sem sanção); CED art. 44 (nome e número da OAB)
"Qual a área: trabalhista, família, consumidor? Em duas linhas, o que aconteceu? Prefere ser atendido por telefone ou por aqui?"CabeAnexo do Prov. 205, verbete Chatbot (coletar dados, primeiras dúvidas, primeiras informações sobre a atuação)
"Quer marcar uma consulta com a Dra. Ana? Tenho quinta às 10h ou sexta às 15h."CabeVerbete Chatbot (facilitar a comunicação e melhorar a prestação do serviço); leitura nossa, o verbete não cita agenda
"Falar com uma pessoa" (botão em toda etapa)Cabe; a OAB recomenda e a Meta exigeRecomendação 001/2024, item 4.3 (direito de interagir com um ser humano); política de mensagens da Meta (caminho de escalonamento para pessoa)
Para quem já é cliente: "Seu processo teve movimentação em 19/09: conclusos para decisão. Quer que o Dr. Paulo explique?"CabeCED art. 46, parágrafo único (mensagem a destinatário certo, sem oferecimento de serviço); template de utilidade na Meta
"Lembrete: audiência quinta, 14h, Fórum Lafayette, sala 3. Leve documento com foto."CabeCED art. 46, parágrafo único; verbete mala direta do Anexo (a clientes, sem caráter mercantilista)
Boletim mensal "o que mudou na reforma trabalhista" para clientes que pediramCabe, só para quem autorizouCED art. 45 (boletins adstritos a clientes e interessados); Prov. 205 art. 2º, VII
Para quem não é cliente: "Pelo que você contou, você tem direito a horas extras. Quer entrar com a ação?"Não cabeAnexo, verbete Aplicativos para responder consultas jurídicas; Lei 8.906 art. 1º, II (consultoria é privativa de advogado); Prov. 205 art. 3º, §1º (incitar ao litígio); por analogia, CED art. 42, I
"Ganhamos 95% dos casos" / "já recuperamos R$ 2 milhões para clientes"Não cabeProv. 205 art. 3º, IV (expressões de autoengrandecimento ou comparação) e art. 6º (promessa de resultado, casos concretos)
"Primeira consulta grátis" / "honorários a partir de R$ 500" como chamarizNão cabeProv. 205 art. 3º, I (honorários e descontos como forma de captação)
Disparo para uma lista de números que não são clientes: "Você trabalhou na empresa X? Fale conosco."Não cabeCED art. 7º e art. 40, VI (mala direta); Lei 8.906 art. 34, IV; TED OAB/SP E-5.208/2019 (oferecimento por WhatsApp a quem tem processo)
Anúncio impulsionado no Instagram que abre o WhatsApp com "contrate agora"Não cabeAnexo, verbete Patrocínio e impulsionamento (permitido só sem oferta de serviços jurídicos)

Duas consequências práticas saem daí. A primeira: o fluxo de triagem termina numa pessoa, sempre. O bot pergunta a área, colhe o resumo e o documento, marca o horário, e para. A resposta de mérito é do advogado, e a Recomendação 001/2024 ainda pede que o uso de IA na relação com o cliente seja formalizado por escrito. A segunda: o verbete "Grupos de whatsapp" do Anexo permite divulgação em grupo de pessoas determinadas, das relações do escritório. Lemos isso como abrindo caminho também para a lista de transmissão à carteira de clientes que autorizou, sem oferta de serviço; é inferência nossa, não há verbete sobre lista de transmissão e a ementa do TED/SP citada em blogs não foi localizada. O disparo para base comprada não cabe em leitura nenhuma, e nossa página sobre disparo em massa deve ser lida com esse filtro.

Quem traz o andamento do processo para dentro da conversa

"Como está o meu processo?" é a mensagem mais frequente que um escritório recebe, e a que mais consome secretaria. Há três jeitos de o bot responder sozinho: um conector pronto com o sistema do escritório, um bloco de requisição HTTP no fluxo que consulta uma API e mostra a resposta, ou nada, e aí alguém copia e cola. A tabela diz qual plataforma tem o quê, em que plano, e o que a consulta custa em cada fonte. Conferido em 21 de setembro de 2026 nas centrais de ajuda.

PlataformaConector jurídico prontoBloco HTTP que lê a respostaPlano
ChatGuruADVBOX (acompanhamento processual), Projuris (triagem), Asaas, ZapSignnão; a ação CRM só envia dados, a volta é por Makeadd-on R$ 1.800/12 meses cada
SendPulsenenhumsim, Requisição de API: JSON em variáveis, Done/ErrorProfissional (pago)
Huggynenhumsim, Enviar requisição + Processar respostagate por plano não documentado; Starter tem 5 fluxos
BotConversanenhumsim, Bloco de Integração com mapeamento da respostaPro
ManyChatnenhumsim, External Request com JSON Pathplanos pagos (WhatsApp só no Pro)
Watinenhumsim, nó de Webhook com resposta em atributosPro (R$ 599) e Business
Kommonenhum (caso publicado avisa etapa do funil)não; Salesbot manda webhook sem ler resposta; ida e volta só com widget em códigoAvançado (Salesbot)

E de onde vem o andamento que o bloco consulta? Três fontes, com três preços:

  • DataJud, API pública do CNJ. Gratuita, com chave pública publicada na própria wiki e busca por número do processo que devolve os movimentos com data. Duas ressalvas que o escritório precisa ler: o termo de uso diz que a API é fornecida para fins não comerciais e veda explorar comercialmente a informação derivada, e o CNJ não garante atualidade dos dados. Não cabe a nós dizer se avisar o próprio cliente é uso comercial; cabe ao escritório ler o termo antes de ligar o fluxo.
  • Judit. API paga em real: R$ 0,25 por consulta de capa e movimentações, ou R$ 1,50 por processo monitorado ao mês com atualização diária e webhook de retorno. Duzentos processos monitorados custam R$ 300/mês.
  • O próprio sistema do escritório. ADVBOX vende a API por R$ 280/mês; Projuris ADV, por R$ 200/mês, sem webhooks; EasyJur inclui API com webhooks. Astrea não documenta API pública.

A regra de sigilo que adotamos, e que vale para as sete: o bot nunca consulta um número de processo digitado pelo lead. O DataJud não devolve nome de parte, então o fluxo não tem como saber se quem digitou é parte; qualquer pessoa com o número puxaria os andamentos pelo WhatsApp do escritório. O número fica gravado no cadastro do cliente pela secretaria, e o bot só consulta quando a mensagem vem daquele telefone. Processo em segredo de justiça fica fora do fluxo.

O seu sistema já manda o andamento pelo WhatsApp?

É a pergunta que muda o tamanho do projeto, e a resposta em 21 de setembro de 2026 foi menos animadora do que as páginas de venda sugerem:

SistemaAndamento por WhatsAppComo e quanto
Astrea (Aurum)sim, manual"WhatsApp integrado" a R$ 29/mês com envio ilimitado, andamento por andamento, de dentro do sistema; não diz se é API oficial
EasyJur OS + Talksim, automático (anunciado)API oficial da Meta; setup R$ 880 e Standard R$ 499/mês com 6 usuários, sobre o EasyJur OS a partir de R$ 229; a mesma página mostra um segundo esquema de R$ 197 por número
ADVBOXnão; SMS e e-mailgrátis por SMS e e-mail; WhatsApp só por parceiro homologado (ChatGuru entre eles) ou pela API de R$ 280/mês
Projuris ADVparcialcompartilhamento manual pelo WhatsApp Web; autoatendimento por parceiro, com preço não publicado; API R$ 200/mês
CPJ-3C, Themis, Legal One, Kuriernão documentadoportal do cliente ou e-mail; o CPJ usa WhatsApp só na régua de cobrança

Se o escritório está no Astrea e aceita clicar em cada andamento, o aviso já está resolvido por R$ 29 e o chatbot passa a ser contratado para a triagem e a agenda, o que favorece as opções mais baratas do ranking. Se está na ADVBOX ou no Projuris, o ChatGuru tem o conector pronto e o resto da lista precisa da API do sistema mais um bloco HTTP. Se está em planilha, a fonte vira o DataJud ou a Judit.

Sigilo na prática: o que cada painel deixa ver

O sigilo profissional está no Estatuto e no Código de Ética, e o painel do chatbot vira o lugar onde a conversa do cliente mora. Quatro perguntas separam as plataformas na tabela, mais uma quinta que fica na política de privacidade (cita a LGPD?), e as respostas vêm da documentação de cada uma, não da página de venda:

PlataformaUsuário vê só o dele?Trilha de auditoria2FAApagar histórico do titular
Kommosim, por entidade (próprios, equipe, todos); campo no Prosim, com valor antes e depoisapp ou e-mail, obrigatória por contaapaga contato; purga do chat não documentada
Huggysim, papel Agentenão documentadae-mail; IPs autorizadosportal de privacidade; exportar chats fora do Starter
ChatGurucarteira por atendente (Profissional)não documentadanão documentadalimpar histórico; pedido ao DPO em 15 dias
Watisó no Business (R$ 1.449)só loginsapp ou e-mailexporta tudo; exclusão pela API é soft delete
SendPulsepor bot, não por conversanão documentadaapp ou SMSexcluir assinante apaga o histórico
BotConversapode tirar "Todos os Chats"; cartão não se ocultanão documentadaSMSapaga contato pela API; conversa não documentada
ManyChatnão; agente do Inbox vê tudonão documentadanenhuma própria (login social)baixa e apaga, inclusive chats

A leitura: só o Kommo responde às quatro perguntas da tabela com documentação, e ele falha justamente na quinta, a política em português não cita a LGPD. Nas outras seis, o escritório compensa com processo: menos usuários com acesso ao painel, verificação em duas etapas ligada onde existe, e um procedimento escrito para o pedido de titular, porque a ANPD e o cliente vão perguntar.

As plataformas, uma a uma

1. SendPulse, 3,8/5

Página de planos da SendPulse para chatbots, com o degrau de entrada do plano pago.
Planos de chatbot da SendPulse na nossa captura. O Profissional, que libera a API oficial do WhatsApp e o bloco de requisição de API, parte de US$ 9,60/mês no anual na faixa de 500 assinantes na página em dólar; o blog em português cita R$ 76.

Lidera por uma combinação específica: é a mais barata da lista para um escritório de três ou quatro pessoas, porque cobra por assinante e não por usuário, e tem no plano pago um bloco de requisição de API que lê a resposta em JSON e mostra o resultado na conversa. Na prática isso permite que o cliente, já identificado pelo número cadastrado, receba o último andamento do DataJud ou da Judit sem que a secretaria copie nada. O fluxo faz a triagem que o Provimento 205 admite, coleta dados e transfere para uma pessoa. O que a segura é o sigilo: quem tem acesso a Chats vê todos os chats do bot, não há trilha de auditoria documentada e a agenda não existe, a central só ensina a colocar um link de evento do Google Agenda no fluxo. Os servidores ficam nos Estados Unidos e na Alemanha, mas a política em português cita a LGPD e o contrato de tratamento de dados está em português, com a lista de suboperadores.

Prós

  • Cobra por assinante, não por usuário: três advogados e a secretaria pagam o mesmo que um.
  • Bloco de requisição de API no plano pago lê JSON e mostra o andamento dentro da conversa.
  • Política em português citando a LGPD e contrato de tratamento em português; 2FA por app ou SMS; excluir o assinante apaga o histórico.

Contras

  • Sem restrição por conversa: quem acessa Chats vê tudo; sem trilha de auditoria documentada.
  • Sem agenda nativa: a consulta é marcada por link ou pela secretaria.
  • Página de preços em moeda estrangeira (o blog em português cita R$ 76) e foro em Delaware.

Custo real (estimativa)

Profissional a US$ 9,60/mês no anual (~R$ 49) na faixa de até 500 assinantes, ou US$ 12 no mensal, na página de preços que vimos de fora do Brasil, sem taxa de canal sobre a API oficial. O blog em português da própria SendPulse cita R$ 76/mês no anual para o plano inicial; a página muda com o país de quem acessa, então trate os R$ 49 como piso, os R$ 76 como o valor provável para conta brasileira, e confira na sua conta. Nos dois casos é a mensalidade mais baixa da lista para quatro pessoas. As mensagens saem pela tabela da SendPulse, que no Brasil embute margem sobre a da Meta (conta aberta no nosso ManyChat vs SendPulse).

Melhor para: Escritório pequeno que quer triagem e aviso de andamento pelo menor preço.

Criar conta na SendPulseVer avaliação completa →

Link de parceiro: podemos receber comissão sem custo extra para você. Isso não muda a ordem do ranking, que sai dos critérios.

2. ChatGuru, 3,7/5

Página do ChatGuru, plataforma brasileira de atendimento e automação por WhatsApp.
Página do ChatGuru na captura da nossa avaliação. Em 21/09/2026 a página de planos seguia sem valor em reais: os três planos terminam em "falar com um especialista".

É a única das sete com conector pronto para sistema jurídico. O "Pré-atendimento jurídico com Projuris" faz até 13 perguntas de qualificação, grava o contato no Projuris e manda o caso para a carteira do advogado certo; o "Acompanhamento processual com ADVBOX" avisa o cliente pelo WhatsApp quando o processo anda, e a ADVBOX lista o ChatGuru como integração oficial. Há ainda cobrança de honorários pelo Asaas e contrato pelo ZapSign. Para um escritório que já vive em um desses sistemas, é o caminho mais curto até o cliente receber o andamento sem ninguém copiar e colar. O modelo de venda é o que segura a nota: nenhum plano tem preço público, existe taxa de setup sem valor publicado e as outras automações do catálogo são vendidas como add-on de R$ 1.800 por 12 meses, valor que assumimos para as duas jurídicas até a proposta dizer outra coisa. A wiki do produto estava fora do ar no dia da apuração e, nas outras fontes que abrimos, não encontramos trilha de auditoria nem verificação em duas etapas.

Prós

  • Automações prontas com Projuris (triagem) e ADVBOX (andamento); é a única desta lista homologada pela ADVBOX.
  • Empresa brasileira, política que cita a LGPD e ISO 27001, DPO nomeado, suporte em português.
  • Permissão granular por usuário e departamento, carteira de clientes por atendente.

Contras

  • Nenhum plano com preço publicado; taxa de setup sem valor; automações vendidas a R$ 1.800 por 12 meses no catálogo.
  • Sem bloco HTTP próprio que leia resposta: fora de Projuris e ADVBOX, a ponte é Make ou Zapier.
  • Trilha de auditoria e 2FA não localizadas nas fontes abertas; wiki fora do ar em 21/09/2026.

Custo real (estimativa)

Mensalidade sob consulta (o Performance, com 5 usuários e 3 departamentos, é o que um escritório de quatro pessoas tende a receber na proposta) mais R$ 1.800 por 12 meses por automação, pelo preço das outras do catálogo, ou seja R$ 150/mês pela triagem do Projuris e mais R$ 150/mês pelo andamento da ADVBOX, mais a taxa de setup e as tarifas da Meta. Na nossa avaliação citamos uma estimativa de terceiros de ~R$ 690/mês por usuário e número; se ela valer aqui, quatro usuários passam de R$ 2.700/mês antes dos add-ons. Peça a cotação com o número de usuários fechado.

Melhor para: Escritório no Projuris ou na ADVBOX que quer o andamento chegando sozinho.

Conhecer o ChatGuruVer avaliação completa →

Link direto para o site oficial (não é link de afiliado).

3. Kommo, 3,6/5

Página de planos do Kommo com os valores por usuário e o mínimo de seis meses.
Planos do Kommo na captura da nossa avaliação. Em 21/09/2026 a página brasileira mostrava Básico US$ 20 e Avançado US$ 30 por usuário, sempre com mínimo de seis meses.

O Kommo é o único dos sete com trilha de auditoria documentada, e isso importa para quem responde por sigilo: o registro de atividade guarda data, usuário, objeto e o valor antes e depois de cada alteração. Os direitos são por entidade em quatro níveis (nenhum, próprios, equipe, todos), a permissão por campo entra no Pro, a verificação em duas etapas pode ser obrigatória para a conta inteira e é exigida para exportar ou apagar em massa. O caso publicado pela própria Kommo é de um escritório com mais de 2 mil clientes no plano Avançado, em que o Salesbot avisa o cliente por WhatsApp a cada mudança de fase e a procuração passou a ser assinada em minutos. Repare no detalhe: a fase é a etapa do funil no Kommo, não o andamento do tribunal. Para trazer o andamento de verdade, o Salesbot só manda webhook sem ler resposta; a ida e volta exige um widget privado feito em código. E a política em português não cita a LGPD e diz que os dados podem ficar em qualquer país.

Prós

  • Trilha de auditoria com valor antes e depois (Avançado), permissão por campo (só no Pro) e 2FA obrigatória: o melhor sigilo na prática da lista.
  • Bookings nativo e Google Agenda em todos os planos; caso publicado de escritório de advocacia.
  • Funil de caso com o cliente andando por etapas, o que nenhuma outra da lista faz tão bem.

Contras

  • Andamento do tribunal dentro da conversa só com widget em código; o Salesbot não lê resposta de webhook.
  • Salesbot só no Avançado, cobrança por usuário em dólar e seis meses adiantados.
  • Política em português sem LGPD, sem contrato de tratamento público e sem região de hospedagem.

Custo real (estimativa)

Na página brasileira em 21/09/2026: Básico US$ 20 e Avançado US$ 30 por usuário/mês, Pro US$ 45, sempre com seis meses pré-pagos e sem plano mensal. Para o Salesbot você precisa do Avançado: quatro usuários (três advogados e a secretaria) dão US$ 120/mês (~R$ 616), ou R$ 3.694 de saída no semestre, mais as tarifas da Meta (sem margem, pela conta que abrimos em alternativas ao ManyChat). Só inbox e agenda, sem bot, cabem no Básico: US$ 80/mês (~R$ 410).

Melhor para: Escritório que trata o caso como funil e precisa de trilha de auditoria.

Testar o Kommo grátisVer avaliação completa →

Link de parceiro: podemos receber comissão sem custo extra para você. Isso não muda a ordem do ranking, que sai dos critérios.

4. Huggy, 3,6/5

Página de preços da Huggy com os planos Starter, Intermediário e Custom em reais.
Planos da Huggy na captura da nossa avaliação. O Starter custa R$ 0 com um usuário; o WhatsApp nele tem "restrições" que a página não detalha.

A Huggy entra por um motivo que só faz sentido em advocacia: como o escritório não pode disparar marketing, uma operação receptiva cabe na franquia de mil mensagens de serviço por mês que a tabela da Huggy anuncia em cada número (a Meta descreve franquia igual a partir de outubro, então é repasse, não concessão), e o Starter custa R$ 0 com um usuário. O papel Agente vê apenas as conversas atribuídas a ele, existe lista de IPs autorizados, verificação em duas etapas por e-mail e um portal de privacidade para pedidos de titular. O Flow tem a ação Enviar requisição com Processar resposta, que joga o JSON em variáveis, o mesmo mecanismo da SendPulse; a central não diz em qual plano a ação está, e como o Starter não tem chamadas de API, não dá para prometer que ela funcione no plano grátis. O que puxa a nota para baixo é a letra miúda desse plano: cinco fluxos, histórico de 30 dias, sem exportação de chats, e o WhatsApp no Starter vem com restrições que a página manda perguntar ao comercial. Passou de uma pessoa, cada usuário custa R$ 69,90; passou do Starter, a mensalidade pula para R$ 729.

Prós

  • Starter a R$ 0 com a franquia de mil mensagens de serviço por número (da Meta, repassada na tabela): um escritório receptivo pode operar sem pagar mensagem.
  • Agente vê só as conversas atribuídas; IPs autorizados; 2FA; portal de privacidade LGPD; empresa brasileira.
  • Ação Enviar requisição com Processar resposta, para consultar andamento por API dentro do fluxo.

Contras

  • Restrições do WhatsApp no Starter não publicadas; 30 dias de histórico, sem exportar chats e sem garantia de que a ação de requisição funcione nesse plano.
  • Utilidade cobrada a US$ 0,050 na tabela de outubro, 7 vezes a tarifa da Meta.
  • Sem agenda nativa (Google Agenda só via n8n e API v3) e sem trilha de auditoria documentada.

Custo real (estimativa)

Starter R$ 0 com um usuário conectado e R$ 69,90 por usuário extra: quatro pessoas dão R$ 209,70/mês, se as restrições do WhatsApp nesse plano permitirem a operação. As mensagens saem pela tabela da própria Huggy: as mil primeiras de serviço são grátis, e cada aviso de andamento (utilidade) custa US$ 0,050 na tabela que vale a partir de 1º de outubro. No Intermediário, R$ 729 no mensal ou R$ 579 no anual, mais R$ 119,90 por usuário extra.

Melhor para: Escritório receptivo de uma pessoa que quer começar sem mensalidade.

Conhecer a HuggyVer avaliação completa →

Link direto para o site oficial (não é link de afiliado).

5. BotConversa, 3,5/5

Página de planos do BotConversa, com os planos Starter e Pro em reais.
Planos do BotConversa. O Starter conecta por QR Code; a API oficial do WhatsApp só entra no Pro, que é o plano certo para um escritório.

Preço fixado em real, atendentes ilimitados no plano com API oficial e um Bloco de Integração que faz GET ou POST, mapeia a resposta JSON para campos e mostra o valor na mensagem seguinte: no papel, é a segunda rota mais barata para o cliente consultar o próprio andamento. Existe um pacote de nicho "Advogados" com fluxos prontos, que não lemos por dentro. O problema é o sigilo. Não há papéis nomeados: o dono marca abas para cada membro e pode tirar o acesso a "Todos os Chats", mas a central diz que o cartão do contato não pode ser ocultado, não há trilha de auditoria, a verificação em duas etapas é por SMS e a política de privacidade cita a LGPD num texto cujo corpo principal é de 2020. E a mesma central que ensina a API oficial mantém uma trilha inteira de "API não oficial" por QR Code, que um escritório não deve usar.

Prós

  • R$ 199/mês no anual com API oficial, atendentes ilimitados e 1.500 créditos de utilidade inclusos.
  • Bloco de Integração no Pro lê a resposta JSON e preenche campos usados na conversa.
  • Google Agenda pelo Integrador; empresa brasileira, suporte e workshops em português.

Contras

  • Sem papéis nomeados, sem ocultar o cartão do contato e sem trilha de auditoria.
  • Exportar a conversa de um titular não é documentado; política com corpo de 2020.
  • A central mantém a trilha de API não oficial, que expõe o número a banimento.

Custo real (estimativa)

Pro com API oficial a R$ 199/mês no anual (R$ 299 no mensal), já com 1.500 créditos de utilidade e 300 de marketing inclusos; os 520 avisos do nosso cenário cabem na franquia. Acima disso, utilidade a R$ 0,05 na recarga avulsa. O Starter de R$ 189 conecta por QR Code, sem API oficial, e não deve entrar na conta de um escritório.

Melhor para: Escritório que quer preço em real e usuários ilimitados.

Conhecer o BotConversaVer avaliação completa →

Link direto para o site oficial (não é link de afiliado).

6. Wati, 3,1/5

Página de preços do Wati mostrando os planos Growth, Pro e Business.
Planos do Wati na nossa captura. A página troca moeda e valor pelo IP de quem acessa: de um IP brasileiro, o Growth aparece a R$ 299/mês no anual.

O Wati tem dez papéis de usuário, mascaramento de número de telefone e a opção de o operador ver apenas as conversas atribuídas a ele, que é exatamente o que um escritório quer. Só que cada uma dessas coisas mora num plano diferente. O Growth, de R$ 299, trava em três usuários sem possibilidade de adicionar e não tem o nó de Webhook; o nó, que lê a resposta JSON em atributos e serve para consultar andamento, entra no Pro, de R$ 599; e ver só as conversas atribuídas fica no Business, de R$ 1.449. O log de auditoria registra apenas logins, e a exclusão de contato pela API é "soft delete", não apagamento. A empresa é de Hong Kong, a documentação de segurança não cita a LGPD e escolher a região de hospedagem custa US$ 1.000 por mês. Há um caso publicado de lawtech brasileira, mas de operação em escala, não de escritório.

Prós

  • Operador vê só as conversas atribuídas e número mascarado, no Business.
  • Nó de Webhook no construtor lê JSON e preenche atributos (Pro e Business).
  • Preço em real para quem acessa do Brasil; DPA e ISO 27001 públicos; 2FA por app ou e-mail.

Contras

  • Cada recurso de sigilo mora num plano: conversas atribuídas só a R$ 1.449/mês.
  • Growth trava em 3 usuários e sem webhook; a mensagem sai pela tabela do Wati, visível só após login.
  • Log só de login; exclusão de contato pela API é soft delete; LGPD não citada.

Custo real (estimativa)

De um IP brasileiro em 21/09/2026: Growth R$ 299/mês no anual (3 usuários, sem webhook), Pro R$ 599 (5 usuários, com o nó de Webhook), Business R$ 1.449 (conversas atribuídas por operador). Para quatro pessoas com consulta de andamento você precisa do Pro; usuário extra sai a R$ 145 no Pro e R$ 345 no Business. Some as mensagens pela tabela do próprio Wati.

Melhor para: Escritório que aceita pagar o Business para cada advogado ver só o seu.

Testar o WatiVer avaliação completa →

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7. ManyChat, 2,9/5

Página de planos da ManyChat na captura da nossa avaliação.
Planos da ManyChat na captura da nossa avaliação. Desde março de 2026 a tabela é Free, Essential, Pro, Business e Advanced, e o WhatsApp só entra a partir do Pro.

Na ManyChat o External Request faz GET ou POST, mapeia a resposta por JSON Path para campos do contato e mostra o valor na mensagem, então a consulta de andamento é possível. A ferramenta baixa e apaga os dados de um contato, inclusive as conversas do Inbox, o que resolve o pedido de titular. O resto joga contra num escritório. O login é só por Facebook, Google, Apple ou Telegram, sem verificação em duas etapas própria: a segurança da conta do escritório é a segurança do Facebook de quem criou a conta. O agente do Inbox vê todos os chats, não há trilha de auditoria, não há agenda (Calendly é app pago de terceiro) e a plataforma é desenhada para comentário e story do Instagram, onde o Anexo do Provimento 205 só permite impulsionamento sem oferta de serviço. O WhatsApp só entra no Pro.

Prós

  • External Request lê JSON e preenche campos; baixar e apagar dados do contato inclusive chats.
  • Certificações públicas: ISO 27001, SOC 2 tipo II e contrato de tratamento de dados.
  • Plano grátis para testar a mecânica antes de pagar (sem o canal WhatsApp).

Contras

  • Sem 2FA própria: a conta depende do login social de quem a criou.
  • Agente do Inbox vê todos os chats; sem trilha de auditoria; LGPD não citada.
  • Sem agenda; suporte só por ticket; feita para Instagram, não para atendimento receptivo.

Custo real (estimativa)

O WhatsApp começa no Pro: US$ 29/mês no anual (~R$ 149) com 2.500 contatos ativos, 3 usuários e 2 assentos de inbox; para quatro pessoas atendendo, dois assentos extras a US$ 25 cada (~R$ 257). Os templates saem da tabela da própria ManyChat: US$ 0,0078 por utilidade no Brasil.

Melhor para: Escritório que atende pelo Instagram e usa o WhatsApp de apoio.

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Onde a nossa 1ª colocada perde, e quando pegar a última

A SendPulse lidera por preço e pelo bloco de requisição, não por sigilo. Quem tem acesso a Chats vê todos os chats, não há trilha de auditoria e não há agenda. Num escritório em que cada advogado precisa ver só a carteira dele, a resposta certa é o Kommo, com a trilha de auditoria no Avançado e, no Pro, a permissão por campo, ou o Wati no Business, pagando R$ 1.449 por isso. E se o escritório já vive no Projuris ou na ADVBOX, o ChatGuru entrega com conector pronto o que na SendPulse é projeto com API e bloco HTTP.

A ManyChat, última aqui com 2,9, não é uma ferramenta ruim: é a melhor da lista em transformar comentário e story do Instagram em conversa. Se o escritório faz marketing de conteúdo no Instagram, dentro do que o art. 4º do Provimento 205 permite (marketing de conteúdo, sem oferta de serviço), e usa o WhatsApp só de apoio, o nosso ranking geral de chatbots descreve melhor o seu caso. O que a derruba aqui é objetivo: sem verificação em duas etapas própria e sem restringir o que o agente vê.

Melhor plataforma para cada caso

Simulação: escritório trabalhista em Belo Horizonte, quatro pessoas

Pegue um escritório trabalhista em Belo Horizonte com três advogados e uma secretária (quatro usuários na plataforma), 250 clientes ativos e um número de WhatsApp. O fluxo que adotamos na simulação, todo dentro da tabela da OAB acima: triagem de quem escreve, aviso de andamento a cliente que autorizou, lembrete de audiência e de documento, e nenhuma mensagem de marketing. Volume mensal que assumimos, e isso é premissa nossa, não dado de mercado: 900 mensagens de serviço (respostas a quem escreveu, dentro das 24 horas), 400 avisos de andamento e 120 lembretes, os dois últimos como template de utilidade. Primeiro a conta da Meta, pela tabela em real que usamos na nossa calculadora de custo da API:

  • 520 mensagens de utilidade × R$ 0,0350 = R$ 18,20
  • 900 mensagens de serviço: R$ 0 hoje. A partir de 1º de outubro passam a custar o mesmo que utilidade, com as mil primeiras por número grátis a cada mês; 900 cabem na franquia, então continua R$ 0.
  • 0 mensagens de marketing, porque a OAB não deixa: R$ 0
  • Subtotal Meta: R$ 18,20/mês, hoje e em outubro. Numa loja com o mesmo volume, o marketing sozinho passaria de R$ 100. É a diferença estrutural desta vertical.

Agora a plataforma, para quatro usuários, com o câmbio de US$ 1 ≈ R$ 5,13 em 21 de setembro de 2026:

  • SendPulse Profissional: US$ 9,60/mês no anual (~R$ 49) na faixa de 500 assinantes, que os 250 clientes não estouram, e o número de usuários não muda o preço; as mensagens saem pela tabela da SendPulse, com margem sobre a da Meta. Cerca de R$ 70/mês, ou uns R$ 100 se valer o R$ 76 do blog deles. O andamento vem pelo bloco de requisição, apontado para o DataJud ou para a Judit; o custo dessa fonte está no parágrafo abaixo.
  • BotConversa Pro: R$ 199/mês com usuários ilimitados e 1.500 créditos de utilidade inclusos, que cobrem os 520 avisos. R$ 199, com o Bloco de Integração fazendo a mesma consulta.
  • Huggy Starter: R$ 0 mais três usuários extras a R$ 69,90 = R$ 209,70; 900 mensagens de serviço dentro da franquia de mil; 520 de utilidade a US$ 0,050 na tabela de outubro = US$ 26 (~R$ 133). ~R$ 343, condicionado às restrições do WhatsApp no Starter, que a Huggy não publica. No Intermediário mensal a conta vai a ~R$ 1.222.
  • ManyChat Pro: US$ 29 no anual (~R$ 149) mais dois assentos de inbox extras a US$ 25 (~R$ 257) para quatro pessoas atenderem, mais 520 templates a US$ 0,0078 (~R$ 21). A partir de R$ 427: o Pro inclui 3 usuários, e o preço do quarto usuário fora do inbox não é público. Sem 2FA própria.
  • Kommo Avançado: 4 × US$ 30 = US$ 120 (~R$ 616) mais a Meta a R$ 18,20, ~R$ 634, com R$ 3.694 adiantados no semestre. É o único caminho com trilha de auditoria; o andamento do tribunal não entra sem um widget em código.
  • Wati Pro: R$ 599 (o Growth não tem webhook nem comporta quatro usuários) mais as mensagens pela tabela do Wati, que não é pública: a partir de ~R$ 617, se a tabela fosse a da Meta. Ver só as conversas atribuídas pediria o Business, R$ 1.449.
  • ChatGuru com as duas automações: R$ 300/mês dos add-ons (Projuris e ADVBOX) mais a mensalidade sob consulta, mais o setup e a Meta. Pela estimativa de terceiros que citamos na nossa avaliação (~R$ 690/mês por usuário e número), quatro usuários passariam de R$ 2.700; confirme na proposta. É o único em que o andamento chega sem projeto, e por isso é a única linha que já inclui a fonte do andamento.

Falta somar a fonte do andamento em todas as outras linhas, porque o bloco HTTP consulta alguma coisa: R$ 0 pelo DataJud (se o escritório concluir que o termo de uso permite), R$ 100 pela Judit em 400 consultas avulsas a R$ 0,25, ou R$ 375 pela Judit monitorando os 250 processos a R$ 1,50. Com a Judit monitorando, a SendPulse vai a uns R$ 445 (R$ 475 com o valor do blog) e o BotConversa a R$ 574; o ChatGuru continua o único em que a fonte é o próprio sistema do escritório.

Mesmo escritório, mesmo volume: de R$ 70 (ou R$ 100, com o valor do blog) a mais de R$ 3.000 por mês antes da fonte, e a tarifa da Meta é R$ 18 em todos. A diferença não vem da mensagem, vem de três escolhas: quantas pessoas precisam de login, se o sigilo exige trilha de auditoria, e de onde o andamento vai sair.

Como decidir em 30 segundos

Siga o sistema e o sigilo, não a marca do chatbot:

  • Projuris ou ADVBOX? ChatGuru, com o conector pronto, aceitando pedir cotação.
  • Cada advogado precisa ver só a carteira dele, com registro de quem mexeu? Kommo Avançado (trilha de auditoria; a permissão por campo pede o Pro, US$ 45), ou Wati Business se preferir pagar em real.
  • Três ou quatro pessoas, triagem e aviso de andamento, menor mensalidade? SendPulse com o DataJud ou a Judit no bloco de requisição, ou BotConversa se quer pagar em real e ter usuários ilimitados.
  • Uma pessoa, só recebe, quer começar sem pagar? Huggy Starter, depois de perguntar ao comercial quais são as restrições do WhatsApp nesse plano.
  • O cliente chega pelo Instagram? Então o problema não é este ranking. Leia o art. 4º do Provimento 205 sobre marketing de conteúdo, comece pelo ranking geral de chatbots e, se a dúvida da triagem toma o dia da secretaria, pelo agente de IA para WhatsApp, lembrando que a Recomendação 001/2024 pede aviso de que é máquina e saída para humano.

Veredito

Para um escritório brasileiro pequeno, a SendPulse é a escolha mais barata que faz o essencial: triagem dentro do que a OAB permite, transferência para uma pessoa, aviso de andamento por template de utilidade e, no plano pago, o bloco que consulta o processo e responde sozinho. Ela não restringe o que cada usuário vê e não registra quem alterou o quê, e somos parceiros dela, por isso a conta está aberta na matriz. Se o escritório já está no Projuris ou na ADVBOX, ChatGuru é o caminho curto, sem preço público. Se o sigilo exige trilha de auditoria, Kommo é a única da lista que a documenta. E se é um advogado sozinho numa operação receptiva, Huggy começa em R$ 0, desde que as restrições do plano grátis sejam esclarecidas antes.

Seja qual for a escolha, três coisas valem para todas: o bot se apresenta como máquina, tem botão para falar com uma pessoa em toda etapa e nunca responde mérito a quem não é cliente. O resto é configuração.

Para completar o atendimento, veja também as melhores plataformas de atendimento (secretaria e advogados no mesmo número), o gerador de mensagem automática para a saudação e a ausência fora do horário forense, o gerador de mensagem de cobrança para honorários em atraso, e o que muda em outubro de 2026 nos preços da API. Se o escritório também cuida de clínicas ou lojas, os rankings para clínicas e e-commerce mostram como a mesma plataforma muda de nota quando o marketing entra na conta.

Perguntas frequentes

Advogado pode usar chatbot no WhatsApp?

Pode, pelo verbete próprio que o Anexo Único do Provimento 205/2021 da OAB dedica ao tema. O verbete "Chatbot" permite o uso para facilitar a comunicação ou melhorar a prestação do serviço, citando como exemplo responder as primeiras dúvidas de um potencial cliente, encaminhar as primeiras informações sobre a atuação do escritório e coletar dados, informações ou documentos. O limite está no mesmo verbete: o bot não pode afastar a pessoalidade do serviço nem suprimir a imagem, o poder decisório e as responsabilidades do advogado. E a Recomendação 001/2024 do Conselho Federal pede que o interlocutor seja avisado de que fala com uma máquina.

O chatbot pode responder dúvida jurídica de quem ainda não é cliente?

Não de forma indiscriminada. Outro verbete do mesmo Anexo, "Aplicativos para responder consultas jurídicas", diz que não é admitida a utilização de aplicativos de forma indiscriminada para responder automaticamente consultas jurídicas a não clientes, porque isso suprime a imagem e o poder decisório do profissional e representa mercantilização. Na prática, o fluxo pergunta a área, o resumo do caso e a preferência de horário, e a resposta de mérito vem de uma pessoa. Consultoria e assessoria jurídica são atividades privativas de advogado pela Lei 8.906/94, art. 1º, II, e um robô não é advogado.

Posso disparar mensagem para uma lista de números oferecendo os serviços?

Não. O Código de Ética veda no art. 40, VI, a mala direta e formas assemelhadas com intuito de captação, e o art. 46, parágrafo único, só admite mensagem a destinatários certos quando ela não implica oferecimento de serviços. O Tribunal de Ética da OAB/SP tratou de um caso de contato por WhatsApp e telefone com pessoas que tinham processo no juizado, oferecendo atuação, e enquadrou como captação de clientela (E-5.208/2019). O que pode: boletim de interesse jurídico com circulação restrita a clientes e interessados do meio jurídico (art. 45), e mensagem a destinatário certo, sem oferecimento de serviço (art. 46, parágrafo único), o que na prática pede autorização registrada. Por isso a categoria marketing da Meta quase não entra na conta de um escritório.

Quanto custa avisar o cliente que o processo andou?

A mensagem é barata. Aviso de andamento para quem já é cliente e autorizou é template de utilidade, R$ 0,0350 na tabela em real da Meta para o Brasil, a mesma que usamos na nossa calculadora de custo da API. Quatrocentos avisos por mês custam R$ 14. O que muda a conta é de onde o andamento vem: pela ADVBOX via ChatGuru são R$ 150/mês do add-on; pelo DataJud consultado no fluxo, a API é pública e gratuita, com termo de uso que veda exploração comercial; pela Judit, R$ 0,25 por consulta ou R$ 1,50 por processo monitorado ao mês; pelo Astrea, R$ 29/mês de envio ilimitado, mas manual. As plataformas que embutem margem cobram mais pela mesma mensagem: US$ 0,050 na tabela da Huggy a partir de outubro.

O meu sistema jurídico já não manda o andamento pelo WhatsApp?

Depende do sistema, e vale checar antes de contratar chatbot. O Astrea tem o WhatsApp integrado por R$ 29/mês com envio ilimitado, mas o envio é manual, andamento por andamento, de dentro do sistema. O EasyJur vende o Talk, na API oficial, e anuncia o aviso automático ao cliente assim que o andamento sai, com setup de R$ 880 e plano a partir de R$ 499/mês. A ADVBOX avisa só por SMS e e-mail e deixa o WhatsApp para parceiros, entre eles o ChatGuru. O Projuris ADV compartilha pelo WhatsApp Web e tem autoatendimento por parceiro. CPJ-3C, Themis, Legal One e Kurier não documentam envio de andamento por WhatsApp. Se o seu sistema já resolve o aviso, o chatbot passa a valer pela triagem e pela agenda.

O bot pode consultar o processo pelo número que o cliente digitar?

Tecnicamente sim, e é justamente o que não recomendamos. A API pública do DataJud não devolve nome de partes, então o bot não tem como conferir se quem digitou o número é parte no processo; qualquer pessoa com o número poderia puxar os andamentos pelo seu WhatsApp, com o nome do escritório em cima. A regra que adotamos no ranking: o número do processo vem do cadastro do cliente, gravado pela secretaria no campo do contato, e o bot só consulta quando a mensagem chega daquele telefone. Processos em segredo de justiça nem entram no fluxo.

O que muda para o escritório em 1º de outubro de 2026?

Pelo anúncio da Meta que analisamos no nosso artigo sobre os preços da API em 2026, a mensagem de serviço, que é a resposta do escritório dentro das 24 horas depois de o cliente escrever, deixa de ser gratuita e passa a custar o mesmo que a de utilidade, com as mil primeiras por número grátis a cada mês. Um escritório pequeno, que responde umas centenas de conversas por mês, tende a ficar dentro da franquia e não sentir a mudança. Quem revende mensagem com margem, como a Huggy, publicou tabela própria para outubro com utilidade a US$ 0,050, sete vezes a tarifa da Meta.

Como apuramos

Em 21 de setembro de 2026 lemos o Provimento 205/2021 com o Anexo Único, o Código de Ética e Disciplina, o Estatuto da Advocacia e a Recomendação 001/2024 no Diário Eletrônico da OAB, e o ementário do Tribunal de Ética da OAB/SP da sessão de 24/04/2019. Abrimos as centrais de ajuda, as páginas de preço e as políticas de privacidade das sete plataformas e conferimos, item a item, bloco HTTP, permissões, trilha de auditoria, verificação em duas etapas e exclusão de dados. Lemos a wiki da API pública do DataJud, a página de planos da Judit e do Escavador, e as páginas de Astrea, ADVBOX, Projuris ADV, EasyJur, CPJ-3C, Themis, Legal One e Kurier sobre envio de andamento. Foi assim que encontramos as divergências citadas no texto: a página de preços da SendPulse em dólar contra o R$ 76 do blog em português dela; a página do EasyJur Talk com dois esquemas de preço; o caso do Kommo que avisa etapa do funil, não andamento do tribunal.

O que não apuramos: não contratamos nenhuma das sete plataformas para este ranking, não montamos o fluxo de consulta ao DataJud em produção, não abrimos chamado de suporte e não cronometramos configuração. A wiki do ChatGuru estava fora do ar no dia da apuração, e as afirmações sobre ele vêm das páginas de automação, dos termos e da política de privacidade. A ementa do TED/SP sobre listas de transmissão, citada em blogs, não foi localizada no ementário oficial e por isso não entrou na tabela. As restrições do WhatsApp no plano Starter da Huggy e o tipo de conexão do WhatsApp no Astrea não são públicos. As tarifas por mensagem são as da tabela em real da Meta que usamos na nossa calculadora (utilidade R$ 0,0350); a franquia de mil mensagens de serviço a partir de outubro é a descrita na documentação da Meta e analisada no nosso artigo sobre os preços da API. As capturas de tela vêm das nossas avaliações e podem estar atrás das tabelas atuais; quando isso acontece, o texto e a legenda trazem o valor conferido agora. Não somos advogados: o que dizemos sobre o Provimento 205, o Código de Ética e a LGPD é leitura editorial dos textos oficiais, e o escritório deve validar o fluxo com quem responde pela ética e pela proteção de dados dele.

Fontes

Preços, planos e limites conferidos em 21 de setembro de 2026 nas páginas oficiais. Câmbio aproximado (US$ 1 ≈ R$ 5,13 em 21 de setembro de 2026). Os valores em real do Wati são os que a página mostrou a um IP brasileiro; de outro país ela exibe outra moeda. Cenários de custo são estimativas: confirme a tarifa, o teto do plano e o preço do add-on com cada fornecedor antes de fechar contrato.

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A SendPulse é o jeito mais barato de colocar um chatbot na API oficial do WhatsApp para triagem, coleta de documento e transferência para o advogado: dá para validar se o cliente usa antes de contratar conector ou API.

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